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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Zé do Caixão

Por José Felipe

Para aqueles que apreciam os filmes B e os programas alternativos, destacamos a mais importante figura do gênero de terror da mídia nacional:  o ZÉ DO CAIXÃO!!!
E, como o próprio Zé do Caixão diria, não se atreva a sair deste blog, ou senão iremos sair da sua tela e assombrá-lo...hahahaha
Continuando...

Josefel Zanatas nasceu em berço de ouro, seus pais tinham uma rede de agências funerárias, fato que fez com que Josefel fosse uma criança muito sozinha, pois seus colegas o discriminaram por causa da profissão de seus pais. Na escola era um ótimo aluno e, como não tinha amigos, fez dos livros seus grandes companheiros. Foi na escola que conheceu Sara, uma menina muito bonita e de boa família.  Logo se tornaram grandes amigos, não se separavam por nada.

Cresceram juntos e com o passar do tempo a amizade se transformou em amor. Decidiram que iriam se casar e mudar para uma cidade maior onde teriam mais chances de crescer na vida. Em decorrência da II Guerra Mundial, em agosto de 1943, cria-se a Força Expedicionária Brasileira (FEB). Somente vinte e oito mil pessoas se alistaram, Josefel era um deles.

No dia 18 de julho de 1945, Josefel desembarca na estação de sua cidade. Desesperado para encontrar Sara, decide perguntar a um bêbado onde estavam todos. O bêbado informa que a cidade inteira estava na casa do prefeito, pois havia uma festa para comemorar a volta dos "Pracinhas". Chegando na festa ele encontra Sara sentada no colo do prefeito e, antes que ela pudesse se explicar, ele saca o revólver e mata os dois.

Josefel não é condenado pelo crime pois foi alegado que ele estava traumatizado pela guerra. Para ele não importava ser preso ou não, ele havia perdido Sara e com ela perderia também o sentimento chamado amor.

Josefel, que até então era um homem doce e bondoso, se torna uma pessoa amarga e sem sentimentos. Passa então a aterrorizar os moradores da cidade e logo recebe o apelido de Zé do Caixão. Zé do Caixão é um homem sem crenças, não acredita em Deus nem no Diabo, só acredita nele mesmo, acha que é o único que pode fazer justiça.

O Estranho Mundo de Zé do Caixão é um programa de entrevistas diferente, que sempre busca falar de um lado pouco explorado em entrevistas: as facetas místicas e sobrenaturais dos famosos. O programa vai ao ar toda sexta-feira, meia-noite - bem na hora do terror!!! - no Canal Brasil, sendo reprisado aos domingos, 1h30, e às quintas, 3h30. Além das entrevistas, o programa tem alguns quadros especiais:

Caixão Repórter: aventuras com gangues de motociclistas, aulas para detetives, passeio pela Galeria do Rock e diabólica pesquisa sobre as mensagens subliminares escondidas em discos.

Infernet: resposta a cartas e e-mails. Um admirador relata experiências sobrenaturais envolvendo a sogra; outra pergunta sobre levitação. Uma terceira carta pede ajuda para se livrar de um mau-olhado.

Do Fundo do Caixão: fatos mais pitorescos da sua vida.

A Praga: encerramento de todos os programas, ele roga a sua famosa praga. Entre as “vítimas” estão políticos, sogras, vizinhos inconvenientes, e até dirigentes de clubes de futebol.

Acesse aqui o site oficial do Zé do Caixão, onde você encontrará a sua biografia na íntegra, informações sobre a sua carreira e suas produções
Acesse aqui o site do programa O Estranho Mundo de Zé do Caixão

Disponível em: http://www2.uol.com.br/zedocaixao/biografia/index.htm. Acesso em: 10 mai. 2011.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Curta: BMW Vermelho

Por: Martina e José Felipe



Vale a pena dedicar 20 minutinhos para assistir ao curta brasileiro BMW Vermelho que narra os impactos causados pela recém-chegada de uma BMW vermelha "novinha em folha" em uma comunidade pobre, onde nenhum membro da família premiada sabe dirigir e muito menos dispõe de renda suficiente para mantê-la.
A chegada da BMW causa um frisson em toda a vizinhança, formando fila entre as pessoas que ansiosamente disputam alguns minutos dentro do carro para apreciá-lo, ainda que ele não saia do lugar.
Ao mesmo tempo cômico e trágico, o curto retrata bem a realidade de pessoas de classe baixa quando ganham prêmios fora da sua realidade, como um carro, como é mostrado no filme, um grande valor em uma loteria, dentre outros, e não sabem/conseguem lidar com eles por estarem totalmente fora de suas realidades.


Ficha técnica

Sinopse: Uma família humilde recebe um verdadeiro presente de grego: um carro de luxo, que não pode ser vendido por dois anos. Para piorar a situação, ninguém sabe dirigir. O tempo passa, e o automóvel acaba tendo usos bastante inusitados...

Gênero: Ficção
Direção: Edu Ramos, Reinaldo Pinheiro
Elenco: Denise Weinberg, Gabriel Priolli, Otávio Augusto
Ano: 2000
Duração: 19 min
Cor: Colorido
Local de Produção: SP - Brasil
Prêmios: Melhor Direção de Arte no Festival de Gramado 2000
Festivais: Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2000

Assista na íntegra: BMW Vermelho

quinta-feira, 31 de março de 2011

O lado B da Cultura

Por Thiago Silva

Nesta edição, do blog Lado B Brasil, vamos abordar um tema que constantemente está a tona na sociedade e na filmografia nacional “cultura, culturas e cultura da periferia”.
Como volante desta edição especial usaremos conteúdos abordados na disciplina Ação Cultural, e indicações de curtas metragem, já que o propósito do blog é exatamente tentar engendrar a reflexão por meio de filmes, com o tema proposto, em que no nosso caso - filmes lado b nacionais, então sejam bem vindos.

Da Cidade à Periferia, a cultura em todo lugar.

A Cultura é a alma de um povo”
Pedrinho Guareschi, sociólogo gaúcho.

Me ocorre que a frase do sociólogo gaúcho Pedrinho Guareschi resume e define perfeitamente o que é cultura, que não lança mão dos meandros conceituais científicos, mas usa da simplicidade para pontuar o que é cultura.
Contudo a explicação que talvez melhor defina a frase de início seria , não menor, mas um pouco mais abrangente, uma em que Johnson (1997) define cultura como um conjunto acumulado de símbolos, ideias e produtos materiais associados a um sistema social [...]
Fazendo um exercício de aproximação dos conceitos à nossa realidade, podemos afirmar que fazemos, construímos e consumimos cultura a todo tempo em todo lugar, Seja na rua, no trabalho, em casa ou na comunidade em que vivemos.

Qual é a sua, cultura?

Se eu perguntar para um nordestino qual é a sua cultura, talvez ele não saberá definir precisamente com termos científicos o que é cultura , mas com certeza com poucos exemplos ele definirá o que representa a sua cultura, tais como a festa de São João, o forró, as comidas típicas, as emboladas, os maracatus e assim por diante.
No mesmo sentido se perguntarem a um jovem da periferia, qual é sua cultura ele não hesitará e dirá que é o hip hop, o pagode, o churrasco, o jogo no campão , o bilhar no boteco e outras manifestações mais.
Contudo, tanto o nordestino – sem o lado pejorativo da palavra - como o jovem da periferia convivem juntos e consomem a mesma cultura, são convivas de um lugar em comum, as ruas, as favelas, os bairros, as vilas, comunidades as cidadelas. É dessa convivência que nascem os sincretismos culturais, as trocas de idéia, mesmo que inconscientemente, fazem surgir outras manifestações sem precedentes.

Os muros da cultura.

O Império Romano foi o maior império da antiguidade. A história afirma que a sua superioridade estava na grandiosidade do seu exército. Assim conquistava e dominava por séculos outros povos. Mas para dominar um povo, por menor expressão que este tenha, era necessário dominá-lo também culturalmente.
É neste sentido que a Cultura de Elite se manifesta, tanto para excluir como para dominar, em que uma não é alheia a outra, no entanto essa cultura não é tangível apenas para a elite que não se reconhece e fatalmente nega seus traços e hábitos da cultura popular, isso tanto dos “intelectualóides acadêmicos” como aqueles que acreditam na ideia ilusória de uma cultura erudita superior.
Hoje o há um movimento claro de consumo da cultura popular por parte da elite, seja o samba de raiz que nasceu na favela e hoje está nos bares mais caros, as batidas do funk nos altos bailes de formatura– que insistem em dizer que não é cultura - e os cordões de carnaval pelo Brasil. Toda essa manifestação cultural subleva e mostra às elites a necessidade de um auto-reconhcimento, um exercício de respeito e ao mesmo tempo humildade em assumir o papel de cidadão integrado como um todo, pois em termos de sociedade e cultura somos de fato um povo só.


E se não fosse o samba
quem sabe hoje em dia eu seria do bicho?

Não deixou a elite me fazer marginal
E também em seguida me jogar no lixo”
Bezerra da Silva

Abaixo seguem Curtas de nossa indicação com as mais variadas manifestações culturais, alguns divertidos, outros chocantes mas todos permeando a cultura.

GANHE uns minutinhos do se tempo, assista ao vídeos e comente.

Bom filme.

Augusta ao Gosto 


Gênero Documentário
Ano 2006
Duração 8 min
Cor Colorido
Bitola Vídeo
País Brasil
Local de Produção: SP


O documentário Augusta ao Gosto mostra as mais variadas “tribos” que transitam pela rua Augusta, desde prostitutas, camelôs e a galera do hip hop entre, o ponto alto do curta é a nostalgia da senhora ao falar de uma Augusta nos tempos da jovem guarda e um senhor com a barba enorme explicando, com uma lucidez tremenda, as variantes, suas diferenças e discrepâncias, com suas tradições e contradições, sobre suas mazelas e belezasde umas das ruas mais movimentadas de São Paulo.




Disponível em: http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=4834&Exib=5937. Acesso em: 30 mar 2011

Sou Rocinha Hip Hop


Gênero Documentário
Elenco G.B.C.R.
Ano 2004
Duração 20 min
Cor Colorido
Bitola Vídeo
País Brasil


Sou Rocinha Hip Hop é um documentário que trás a cultura dos 5 elementos ao mundo leigo. Foi gravado durante a comemoração dos 9 anos da Ong Grupo de Breaking Conciente da Rocinha.O curta mostra bem o que está acontecendo na periferia, são jovens se organizando e se mobilizando para fazer e acontecer a Periferia.

Parte 1


Parte 2


Disponível em: http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?Cod=3037&Exib=5937. Acesso em: 30 mar. 2011

Som da Rua - Maracatu Estrela Brilhante


Gênero Documentário
Ano 1997
Duração 3 min
Cor Colorido
Bitola 16mm
País Brasil
Local de Produção: RJ


Secular como uma imensidão de culturas pelo Brasil o Maracatu é umas das festas mais bonitas do pais integrando gerações e perpetuando a tradição da boa festa regional.

Sinópse
Olga Santana Batista lidera o Maracatu Estrela Brilhante, é a representante atual de uma linhagem de líderes de maracatus. D. Olga começou a brincar com dez anos de idade na função de rainha. Também com o pai brincava o Cavalo Marinho e o Fandango. Com a morte do pai, o maracatu foi encerrado. Passou vários anos sem sair. Mas com o apoio de autoridades e comerciantes locais, o Maracatu Estrela Brilhante voltou às ruas. A base é a família de D. Olga. Os ensaios começam em 7 de setembro, exatamente como seu pai fazia. No São João, saem com o coco, o samba, e o banho, tido como o "batismo" de São João que vara a madrugada.






Disponível em: http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?Cod=1805&Exib=5937. Acesso em: 30 de mar. 2011

Coruja

E o samba pede passagem

Sinópse
O filme mostra a relação de Bezerra da Silva com seus compositores, anônimos garimpados por ele "onde a coruja dorme", nos morros cariocas e na baixada fluminense. Daí surgem sambas feitos por trabalhadores, crônicas cáusticas mas bem-humoradas de gente simples que mora na favela e conta seu dia-a-dia nas músicas.


Gênero Documentário
Ano 2001
Duração 15 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil
Local de Produção: RJ



Disponível em:http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?Cod=344&Exib=5937. Acesso em: 30 de mar. 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

Filme B

Por Priscila
Originalmente, a expressão Filme B foi utilizada primeiramente para se referir ao outro filme de sessões duplas, geralmente de mesmo gênero exibidas nos Estados Unidos. As produtoras tinham unidades para produção de Filme B próprias, e havia também pequenos estúdios especializados na produção deste tipo de filme. Esses estúdios eram localizados na Gower Street em Hollywood, região caracterizada por baixísimos orçamentos para produção de filmes. Eram estúdios de “segunda classe”, e por esse motivo, o termo Filme B ganhou também a característica de filmes de produções baratas.

Wikipédia, a enciclopédia livre. Filme B. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Filme_B>. Acesso em: 19 mar 2011.

Resenha comentada: Baixio das Bestas (2007)